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Museu recebe peças que recriam a indumentária de Jourdan

08/12/2015 - Publicado por: Pedro Bortoloti Jr - Categoria: Cultura - Tags: moda trajes modelagem costura fundador emilio carlos jourdan

Ocorre amanhã (9), às 9 horas, no Museu Histórico Emílio da Silva, a entrega da indumentária criada pelas alunas do curso Técnico em Modelagem do Vestuário do Senai, que recria o traje de época do fundador de Jaraguá do Sul, Emílio Carlos Jourdan e da esposa, Dona Helena. Trata-se de um projeto aplicado com estudantes do terceiro e último módulo do curso, que conta com a coordenação de duas professoras e uma coordenadora. As peças serão doadas ao museu e expostas na sala temática de colonização do museu. Além de pesquisa sobre a vida do casal e sobre a indumentária da época, o projeto contempla desenho manual e digital dos croquis, a construção dos diagramas e moldes, risco e corte dos protótipos, descrição da sequência operacional, elaboração da ficha técnica, além de confecção e análise da viabilidade dos trajes.

A pesquisa teve início através de uma imagem do período de 1870, que corresponde ao início da trajetória do casal pelo Brasil. A proposta envolveu pesquisa sobre o uso das cores da época, aviamentos, comportamento, tecidos e fibras, que não eram sintéticas, além da não utilização do zíper, segundo as professoras envolvidas, Josiani Momm, da disciplina de Modelagem e Costura, e Carla Feder Wick, de desenho e ficha técnica. Os tecidos da época eram naturais, de acordo com as professoras, à base de algodão, linho e cânhamo.

Uma das dificuldades na produção dos trajes envolveu o reconhecimento das peças, bem trabalhadas e com modelagem complexa, através de uma fotografia em preto e branco que não permite o reconhecimento de muitos detalhes da camisa de Jourdan, por exemplo. As características do traje feminino épico envolvem muitos babados, franzidos, rendas e rufos na gola e mangas, o que denota a dificuldade técnica de execução do projeto. As mulheres da época deixaram de lado a crinolina, uma armação feita inicialmente com crinas de cavalo trançadas e depois, a partir de 1855, produzidas pela indústria, com tirantes e arames de aço, pelo crinolinete, mais confortável, com armação do vestido na parte posterior com a frente reta.

Depois do estudo inicial chegou-se à conclusão de que Dona Helena usava um vestido composto por duas peças (corpete e saia), além de uma espécie de jaqueta, formando uma sobressaia. Na indumentária masculina, três peças principais foram criadas: casaca, colete e calça.






 




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