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Aumentam denúncias de maus-tratos a idosos em Jaraguá

14/02/2008 - Publicado por: Webmaster - Categoria: Social - Tags:

A equipe do Programa de Orientação e Atendimento Sócio-Familiar ao Idoso (Proasfi), do Centro de Convivência da Terceira Idade, acompanhada do presidente do Conselho Municipal dos Direitos do Idoso/RS, Rodolfo Jagelski, reúne-se com o promotor Hélio Sell Júnior, da 5ª Promotoria de Justiça de Jaraguá do Sul, a partir das 10h30min desta sexta-feira (15). Uma dos assuntos a serem tratados é o sistema de garantia da pessoa idosa e as dificuldades enfrentadas na efetivação destas garantias, informa o coordenador do CCTI, Caius Ananda Xavier dos Santos. Ele destaca que há grande preocupação dos profissionais do Proasfi neste aspecto, pois somente no início deste ano já receberam dez denúncias de maus-tratos, o que representa o triplo do número registrado no mesmo período de 2007.Talvez seja um indicativo de que a população em geral está mais atenta às questões do idoso, aliado ainda ao crescimento da população longeva, avalia a assistente social Elisabete Prochnow de Almeida, acrescentando que cerca de 8 mil pessoas com idade acima de 60 anos vivem atualmente em Jaraguá do Sul. Ela diz que o Poasfi recebeu um total de 79 denúncias no ano passado, mas a equipe atende em média 150 famílias, incluindo casos acompanhados há alguns anos. Mas este número oscila muito, pois nele estão incluídos os atendimentos de pessoas acamadas e precisamos considerar a relativa ocorrência de óbitos, explica. DENÚNCIAS - De acordo com registros do Proasfi, das 79 denúncias recebidas em 2007, 36,7% acusavam abandono e negligência, enquanto que 33% foram motivadas por suspeita de violência física ou psicológica. Em 57% dos casos as mulheres aparecem como vítimas, sendo homens e casais representando 26% e 10%, respectivamente, deste registro. O levantamento também constatou que os filhos representam 58,25% dos violadores de direitos dos idosos, com o segundo maior índice envolvendo o grupo noras, genros e/ou netos (17,72%). Apontados em 12,65% deste item, terceiros - cuidadores e vizinhos, por exemplo - também figuram na lista dos maiores agressores de idosos Elisabete de Almeida salienta que 53,16% dos casos foram encerrados, com a superação do problema e a reorganização da família. Outros 35,45% permanecem em acompanhamento do Proasfi e 11,39% tiveram que ser transferidos a outros serviços por não se caracterizar mais como demanda do programa ou porque precisaram ser encaminhados a outras instâncias, como Polícia e Ministério Público. A assistente social diz que muitas situações são solucionadas apenas com o diálogo entre os familiares, readequando horários e tarefas das pessoas, tornando mais fácil a tarefa de cuidar do idoso. Também há casos de violência e até extorsão, requerendo a intervenção policial e da Justiça. Porém, a punição ainda não alcança a maioria dos agressores porque, freqüentemente, ele é um membro da família e, na frente das autoridades, o agredido acaba perdoando e não confirma a denúncia. PROASFI - O Programa de Orientação e Atendimento Sócio-Familiar o Proasfi ainda atua em situações de pessoas acamadas ou vitimadas por alguma incapacidade funcional. Porém, com a implantação do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), este acompanhamento vai ser absorvido, gradativamente, pelos centros de Referência de Assistência Social (Cras), que tem foco na família como um todo. Com isso, somente questões que indiquem violação de direitos e que requeiram o acompanhamento mais individualizado é que serão encaminhadas ao Proasfi, adianta Elisabete de Almeida. As denúncias de maus-tratos a idosos devem ser feitas através do telefone 0800-6420156.




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